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A implementação do EDI no mundo: Europa, Estados Unidos, América Latina

21/06/2017

Electronic Data Interchange (EDI)O intercâmbio eletrônico de dados (EDI) foi concebido de uma forma diferente em cada região do mundo. Na Europa, Estados Unidos e América Latina adotaram essa tecnologia em seus negócios com objetivos distintos. Isso significa que as taxas de adoção e, principalmente a forma de perceber os benefícios do EDI diferem muito de um lugar para o outro. Para alguns, é uma ferramenta imprescindível na operação às empresas, para outros é um gerador de custos. Neste post analisamos como o modelo de implantação evoluiu.O EDI na EuropaA adoção do EDI na Europa teve como objetivo, desde os início, uma otimização igualitária entre todos os participantes da cadeia de suprimentos. O propósito era que esta ferramenta permitisse um fluxo de comunicação integro, seguro, confiável e ágil nas operações de abastecimento e distribuição.Esta visão provocou um crescimento tecnológico do EDI nas empresas. De fato, hoje em dia trata-se de uma ferramenta que forma parte de uma cultura de fornecedores e varejistas nas operações diárias.

  • Como funciona o EDI na Europa?
Diferente do que ocorre na América Latina, na Europa cada varejista possui uma única empresa de EDI e uma única conectividade. Isto não significa que todos seus fornecedores tenham que trabalhar como o mesmo partner tecnológico para poder conectar com seu cliente. O que ocorre é que a VAN do distribuidor se comunica com a VAN do fornecedor através de interconexões (intervan).Na América Latina os novos fornecedores podem escolher trabalhar com qualquer uma das VANS homologadas pelo varejo. Mas, ainda que o distribuidor conheça outras redes, toda sua operação estará unificada apenas em uma. Isso reduz os custos com equipes responsáveis pela gestão.Outra diferença é que na Europa o intercambio ocorre num número maior de mensagens que permitam extrair benefícios do EDI a todos os atores envolvidos na cadeia de suprimentos:
  • Informação do distribuidor
  • Catálogo de preço
  • Pedidos de compra
  • Resposta de pedidos
  • Alterações de pedido
  • Aviso de expedição
  • Resposta de aviso de expedição
  • Fatura
  • Relatórios de Vendas
  • Inventarios
O EDI nos Estados UnidosNos Estados Unidos, a utilização do EDI equipara-se com a Europa. Trata-se de um mercado maduro, que tradicionalmente tem impulsado o setor varejista, a indústria farmacêutica, editorial e a automação.Atualmente esta tecnologia cresce no setor logístico. E o mesmo ocorre em outras regiões onde os fornecedores recomendam a seus operadores logísticos a adotar o EDI para reduzir custos e melhorar o fluxo de comunicação.Enquanto isso, pequenos negócios ainda permanecem fora desse sistema. No lugar de implementar o EDI, opta-se por outras soluções tecnológicas intermediárias, como os portais web.
  • Como funciona o EDI nos Estados Unidos?
Os Estados Unidos é um mercado aberto, em que cada empresa pode decidir com que partner tecnológico quer trabalhar. Ainda assim, as empresas elaboram uma lista de fornecedores recomendados, que muitas vezes devem certificar-se previamente para garantir a confiabilidade.No caso das mensagens, a América Latina está mais focada ao cumprimento fiscal, buscando-se um benefício da empresa. O propósito é reduzir custos, melhorar os processos de trabalho e obter o retorno da inversão.Nos últimos anos, a tendência é a de explorar a mineração de dados para fornecer mais informações para parceiros sobre as mensagens, como o prazo médio de pagamento.O EDI na América LatinaA expansão do EDI na América Latina começou através dos varejos. Os primeiros pilotos que se iniciaram na região, com um fluxo de comunicação estruturado e unidirecional. Ou seja,  a participação dos fornecedores passivos.Essa concepção tem se mantido boa parte até a atualidade, de modo que o EDI se baseia nos benefícios do distribuidor mas não no fornecedor. Para eles, a ferramenta é vista como um “gerador de custos” que devem utilizar por obrigação dos seus clientes.Nesta região cabe destacar o México com o uso do EDI, impulsionado pelo desenvolvimento avançado do país em matéria de faturamento eletrônico. Os fluxos de envio e recepção das faturas eletrônicas são fluxos de EDI, pela obrigatoriedade do CFDI, permitiu as empresas a estender seus projetos EDI ate o B2B, com o objetivo de otimizar suas cadeias de abastecimento e fazer mais eficientes os processos internos. O setor do varejo é um dos mais um dos mais revolucionários neste pais, mas também a logística e setor automotivoComo funciona o EDI na América Latina?O mais habitual é que os varejos homologuem as principais empresas de EDI no país para que tenham conectividade com seus sistemas e sejam elas as que se encarreguem de fazer a transmissão dos pedidos aos fornecedores.  Esses podem elegir que a VAN escolhida pelo varejo, querem trabalhar.Trata-se portanto de um modelo em que todo o peso da gestão de VANS conectadas recaem do distribuidor. Uma forma de operar que requer um excesso de trabalho o nível pessoal  de tarefas.Na America Latina, mensagens EDI trocados por aderir a estas três:
  • Pedidos de compra
  • Alterações de pedido
  • Fatura eletrônica
O que retarda a adoção de EDI na América Latina?A EDICOM trabalha para uma expansão de EDI na América Latina com base nos modelos europeus e americanos. O objetivo é que as empresas são capazes de obter maiores benefícios da adoção desta ferramenta, que aumenta a segurança, reduz os erros e maximiza a economia de custos.No entanto, para alcançar progressos nesta matéria, é necessário abordar quatro desafios:• Os aspectos culturais.• A falta de uma visão holística.• A baixa interação entre fornecedor e varejo.• Falta de compreensão do EDI como uma ferramenta-chave para as operações de cadeia de fornecimento.

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